Sindicato questiona programa de estágio de pós-graduação no Ministério Público de São Paulo

Sindicato questiona programa de estágio de pós-graduação no Ministério Público de São Paulo

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O Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado de São Paulo (SINDSEMP/SP) ajuizou ação civil pública para questionar a legalidade do Programa de Estágio de Pós-Graduação instituído no âmbito do Ministério Público paulista.

Segundo o sindicato, a Resolução PGJ nº 1.560/2022, que regulamentou o programa, atribuiu aos pós-graduandos atividades que ultrapassam os limites do estágio previstos na Lei nº 11.788.

De acordo com a ação, os estagiários estariam desempenhando tarefas amplas e contínuas dentro da rotina institucional, como:

  • movimentação e controle de autos
  • execução de rotinas administrativas
  • apoio permanente a atividades internas do órgão

Para o sindicato, essas funções são típicas de servidores públicos concursados, o que poderia caracterizar substituição irregular de cargos efetivos.

Pedido de reestruturação do programa

Na ação judicial, o SINDSEMP/SP solicita que o modelo atual seja declarado inválido e que o Ministério Público adote medidas estruturais para adequação do programa.

Entre as propostas apresentadas estão:

  • elaboração de um plano institucional de adequação
  • extinção gradual do programa nos moldes atuais
  • substituição progressiva dos estagiários por servidores aprovados em concurso público

Segundo o sindicato, a medida busca garantir a continuidade do serviço público sem violar os princípios constitucionais que regem a administração pública.

Debate jurídico sobre o uso de estagiários

O advogado Robson Barbosa, que atua na assessoria jurídica do sindicato, afirmou que o tema já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal em discussões sobre programas de formação jurídica.

Segundo ele, iniciativas desse tipo só são compatíveis com a Constituição quando permanecem estritamente dentro do caráter educacional do estágio, sem substituir servidores ou contornar a exigência de concurso público.

“Programas de pós-graduação somente são constitucionais quando mantêm natureza educacional, sem substituir servidores nem burlar o concurso público”, afirmou o advogado.

Próximos passos da ação

A ação civil pública tramita na Justiça e ainda aguarda análise judicial. O sindicato informou que continuará acompanhando o processo e adotando as medidas necessárias para defender:

  • o respeito ao concurso público
  • a legalidade administrativa
  • a adequada estruturação do quadro de servidores do Ministério Público paulista.
Fonte do conteúdo: Produzido por Robson Barbosa, Cassel Ruzzarin Advogados
https://servidor.adv.br/sindsemp-sp-questiona-programa-de-estagio-de-pos-graduacao-criado-por-resolucao-do-mpsp/

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